03 setembro, 2008

=SE(E(B1=1, A1=C1), ">1") e =SE(E(B1=1, C1=0), ">1")

Nota-se que são diferentes. Ou não? Se ainda não viu, os argumentos A1=C1 e C1=0 estão no mesmo lugar nas fórmulas e são os únicos que diferem. Mas infelizmente minha vida neste ponto é como a de um engenheiro: falsamente exata. Erre um sinal na conta e a ponte fica menor. No meu caso, a primeira fórmula compara A1 e C1, a segunda verifica se o valor de C1 é 0.
UMA droga de um argumento errado e tudo desmorona. A ponte cai, gente morre, o povo processa, o governo encobre e os familiares vão à terapia. Ou a esposa encrenca, o marido não entende, dá briga, facada, processo e terapia. UM puto de um argumento e o casamento acaba.
Por uma bosta de argumento agora estou em gravidade zero, mas sentindo toda a pressão do núcleo de Júpiter.
UM argumento...

18 agosto, 2008

Veja bem, meu bem

Tenho estado super estressado e sinto isso nos finais de semana. Não consigo descansar, dormir, spend time sozinho. Sempre estou pensando no que devo fazer, na faculdade, no trabalho. Principalmente no trabalho, o que me preocupa. Se a faculdade fosse o mais importante, eu ainda estaria feliz. Mas não é assim. "O trabalho enobrece o homem". Se for assim, eu quero morrer como o que se pensa de uma prostituta na cadeia.
Conversando com mamãe, ela me disse: "isso é a vida adulta". É quase esvaziar a discussão, mas devo dar um certo crédito à ela... afinal, ela já teve anos de práticas para me dizer isso.

12 agosto, 2008

Pois é...

Muito tempo sem te escrever. O intervalo vai aumentando e minha saudade diminuindo. de vez em quando dá um surto. Aí escrevo. Sou assim... classificador. Você sabe.

Mas vou bem, obrigado. Trabalho agora, sabe? Tenho novos grupos e amigos. Mantenho alguns velhos. Perdi outros. E a vida continua seguindo seu curso.

Como uma gota que sai da nuvem e cai na floresta Amazônica. Encontra a primeira folha da primeira seqüóia mais alta. Escorre pela folha enquanto outras gotas semelhantes, mas individualmente diferentes, se unem a você. E se vão, após você ter se perdido um pouco nelas.

E então mudamos de folha. Uma queda mínima, se comparada à queda nuvem-folha. Mas agora com muito mais carga de hidrogênio e oxigênio das outras gotas. E não nos esqueçamos que cada folha também faz evapotranspiração... mas isso é muito metafísico. Voltemos à realidade.

Após passar por incontáveis folhas e se perder em infinitas semelhantes, a seqüóia acaba. E vem outra queda. Para o extrato mediano da floresta. E daí para o extrato mais baixo. E para os arbustos. E para todas a matéria orgânica no chão. E o musgo. E as raízes e seus rizomas.

Eis que chega o fim e você se encontra com o que completa a ti e a todos: o lençol freático.

Mas como a vida, este ciclo não se fecha. alguns não o fazem. Por isso eu escrevo. E não ligo.

Foucault - um historiador do presente

"Oh...
French fries
with pepper"
Morphine

Procurando novas experiências, como Morphine coloca muito bem.
Mas ainda agarrado ao meu passado. Veja, eu usei a ligação AO, e não NO.
Algo aconteceu. Hoje consigo usar meu passado em meu benefício. Ontem eu não conseguia nem lembrar o que comi no café... Tá, hoje eu também não consigo, mas o ontem hoje não significa um café. Significa mais. E não sou eu que controlo essa perspectiva. Ela só vem.

E o que Foucault tem a ver com isso?
Nada. Não foi ele que colocou tão belamente o poder classificatório do social, não é? Nem foi ele o cara que escreveu do próprio presente com um viés externo. E não é nele que me inspiro agora.